Vida Cristã na prática – Como uma igreja verdadeira deveria ser?
  • Pedro Guima – Igreja em Florianópolis

    Pensamos, vez por outra, como é ou deveria ser a Igreja do Senhor vivendo em sua plenitude. Nestas últimas semanas o Senhor tem nos falado um pouco sobre isto através de alguns irmãos entre nós e – não é novidade – a necessidade de voltarmos às origens. Na igreja que se reúne com o Pedro Guima (ainda em março), o Espírito os fez pensar o quanto distantes estavam da simplicidade do evangelho vivido e narrado no livro de Atos.  Interessante foi ver a confirmação disto através de alguns “sinais externos” confirmando esta palavra, em leituras de devocionais (também de um vídeo dos discípulos) que andam junto com o Pedro Guima. Na reunião que tivemos com os líderes antes do retiro, também o Cabral trouxe uma palavra do que deveria ocorrer cada vez que a igreja se reunisse baseado no capítulo 2, verso 42 do livro de Atos (4 ações e uma atitude).

    Passamos a seguir alguns pensamentos que o Pedro Guima trouxe, dentro desta direção.

    A Igreja vivia um tempo de mudanças

    Ao folhear os primeiro capítulos do livro de Atos vemos a transformação e dinâmica de um grupo de 120 discípulos, que há pouco “perderam seu líder” e estavam sendo perseguidos pelas autoridades locais, em um grupo que não parava de crescer em quantidade e qualidade, se espalhando para várias localidades. Numa só vez, quando Pedro pregou, se converteram três mil pessoas, se batizando logo em seguida. A Igreja não estava acomodada.

    Havia uma real expectativa do que o Senhor, através do Santo Espírito, faria.

    Pode-se observar que a Igreja dependia totalmente do Senhor e esperava nEle. “E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que de mim ouvistes.” Atos 1:4.

    A Igreja obedecia a ordem de Jesus de se lembrar e de cuidar dos necessitados.

    O nosso amor por Jesus não pode ser apenas de palavras, mas de verdade que é provado em ações e atitudes. Se amarmos Jesus, nos preocuparemos com aqueles que Ele ama. Não deve ser considerado um dever, mas um privilégio proporcionar alívio aos necessitados e socorre-los.

    “Sempre que o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes” Mateus 25:40

    “Recomendando-nos … que nos lembrássemos dos pobres” Gálatas 2:10

    Eram obedientes a Jesus

    Aqueles primeiros 120 discípulos ficaram numa casa aguardando a “promessa do Pai” que Jesus dissera que se cumpriria, pois Ele havia dito (vide At 1.4).

    Viviam juntos

    Os discípulos tinham uma vida em comum. Não eram encontros esporádicos, mas eles estavam sempre juntos.

    Veja:

    - 120 “perseveravam unanimemente”. Atos 1:14-15

    - Todos no mesmo lugar. Atos 2:1

    -  na comunhão, no partir do pão e nas orações. At 2.42

    -  todos juntos, e tinham tudo em comum. At 2.44

    - perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa. At 2.46

    Tinham unidade

    Os apóstolos e os primeiros líderes tinham unidade. Trabalhavam juntos e tudo o que faziam no ministério seguia a ordem de Jesus de andarem no mínimo de dois em dois.

    “Pedro, porém, pondo-se em pé com os onze”, Atos 2:14

    Eram ousados

    Pedro com os outros discípulos “testificava e exortava”.

    “Foram batizados os que de bom grado e alegria receberam a sua palavra.” Atos 2: 40-41

    Perseveravam no ensino do evangelho do Reino

    Mantiveram a lembrança das palavras e mandamentos de Jesus através do ensino ao povo. A doutrina e o evangelho (o Didakê e o Kerygma) eram repetidos continuamente aos cristãos nas casas e nos encontros da Igreja. (vide At 2.42).

    Havia um profundo respeito com as coisas de Deus

    Um coração reverente e cheio de temor por Deus e com o seu Reino. Não havia espaço para “brincar de igreja”, pois ser cristão naqueles dias significava pagar com a própria vida, num tempo de perseguição.

    “ em toda a alma havia temor.” At 2.43

    O mover do poder de Deus agia

    Os discípulos eram usados por Deus para a operação do poder e de milagres. O sobrenatural era operado junto com a pregação do evangelho.

    “ e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos.” At 2.43

    “Todos os dias acrescentava o Senhor à igreja aqueles que se haviam de salvar.” At 2.47

    Eram livres do apego ao dinheiro

    Como viviam num só coração (como comunidade) não havia avareza e materialismo. Os necessitados eram atendidos pelo suprimento do que era repartido entre os discípulos.

    “ vendiam suas propriedades e bens, e repartiam com todos, conforme a necessidade.” At 2.45

    Eram felizes, humildes e gratos a Deus.

    Havia muita graça na comunhão dos irmãos, pois eles estavam sempre alegres, eram humildes e tinham gratidão no coração pela salvação e pelo que Deus fazia naqueles dias.

    “ comiam juntos com alegria e singeleza de coração louvando a Deus.” At 2.46

    O povo tinha simpatia pelos cristãos

    Os discípulos estavam sendo “sal da terra e luz do mundo”. Eles influenciavam a sua geração, fazendo com que o povo olhasse com simpatia para o que eles diziam e como viviam.

    “caindo na graça de todo o povo.” At 2.47

    Os milagres aconteciam naturalmente

    No cotidiano, no dia-a-dia, o sobrenatural de Deus acontecia. Vejam naquela situação em que o apóstolo Pedro se encontra com um coxo e permite que Deus opere um milagre ali mesmo.

    “ E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro; mas o que tenho isso te dou. Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda.” Atos 3:6

    Não aceitavam honra própria

    Tanto Pedro, como Paulo, sempre afirmava que “Deus é que fazia a obra”, Ele que dava o crescimento, dando a semente e permitindo os frutos segundo a Sua Vontade. Homens e mulheres que queriam que a glória fosse apenas de Deus e não dos homens.

    “E, apegando-se o coxo, que fora curado, a Pedro e João, todo o povo correu atônito para junto deles, ao alpendre chamado de Salomão. E quando Pedro viu isto, disse ao povo: Homens israelitas, por que vos maravilhais disto? Ou, por que olhais tanto para nós, como se por nossa própria virtude ou santidade fizéssemos andar este homem?” Atos 3:11-12

    Amados, podemos ir mais fundo no estudo deste tema, mas creio que a mensagem principal é “irmos à prática do evangelho, viver com simplicidade e fé, na expectativa do que o Senhor vai fazer. Menos letra, menos teoria e mais ação”.

    (Conteúdo do Pedro Guima / edição do Cabral)

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    14 abril 2013 | CAC | Comentários desativados | Tags:

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